"Estou fora do padrão que a sociedade exige", diz mãe criticada após revelar gravidez na sua idade


Para Lidi, a gravidez foi uma surpresa — Foto: Reprodução/Instagram

"Hoje, sou uma mãe de 43 anos que optou por deixar os cabelos brancos, buscando liberdade e autenticidade", declara Lidiane Machado, que mora em Balneário Camboriú (SC). "As críticas que recebo não me abalam. Pelo contrário, me fortalecem", avisa ela, que tem dois filhos — de 19 e 13 anos, e está grávida do terceiro

Aos 43 anos, e mãe de dois meninos — Lucas, de 19 anos, Rafael, de 13 — a gaúcha Lidiane Machado, que mora em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, foi surpreendida por uma nova gestação. "Meu coração disparou e a primeira coisa que fiz foi chamar meu esposo. Ele olhou para mim e perguntou: 'E agora?'. E eu, sem saber o que dizer, apenas respondi: 'Não sei'. Parecíamos dois adolescentes diante de um bebê, como se fosse o nosso primeiro filho", conta. "Sempre desejei uma nova gestação, mas a idade e a rotina me faziam pensar que o tempo já havia passado", admite.

E ela não foi a única a enfrentar o estigma da idade. Depois de compartilhar um vídeo da gestação nas redes sociais, Lidi tem enfrentado um "batalhão de críticas". !Tenho recebido muitos comentários nas redes sociais, especialmente sobre minha idade e cor do meu cabelo, e tenho visto isso como uma oportunidade. As críticas, muitas vezes, são reflexos de um padrão que a sociedade acredita como normal", reflete. "Hoje, sou uma mãe de 43 anos que optou por deixar os cabelos brancos, buscando liberdade e autenticidade", afirma.

Grávida de 18 semanas de Noah, ela, que é empresária, mentora de mulheres, escritora e analista de Perfil Comportamental, afirma que esta gravidez já tem provocado muitas mudanças. "Diferentemente de antes, não estou tentando ser forte o tempo todo", diz. Confira, a seguir, ao depoimento inspirador dessa mãe de três à CRESCER.

"A minha gravidez não foi planejada por mim nem pelo meu esposo, mas foi perfeitamente planejada por Deus. Não fiz nenhum tratamento, mas todos os meus exames estavam em dia e em perfeitas condições. Havia feito todos eles pouco antes, já que estava me preparando para uma cirurgia de abdominoplastia. Eu fiz o teste de farmácia e, quando vi o resultado, comecei a rir. Meu coração disparou e a primeira coisa que fiz foi chamar meu esposo. Ele olhou para mim e perguntou: 'E agora?'. E eu, sem saber o que dizer, apenas respondi: 'Não sei'. Parecíamos dois adolescentes diante de um bebê, como se fosse o nosso primeiro filho. Foi um momento inesperado, um misto de emoção, alegria e também muita reflexão.

Minha primeira gestação foi aos 23 anos, do Lucas; depois, aos 31, quando tive o Rafael; e, agora, aos 43. As diferenças foram totalmente emocionais e físicas. Quando engravidei do Lucas, eu estava focada na carreira. Trabalhava em banco e temia perder oportunidades. Sonhava em crescer profissionalmente e, mesmo amando a ideia de ser mãe, tinha medo de não dar conta. Voltei a trabalhar rapidamente após a licença-maternidade porque achava que precisava provar algo. Já a gestação do Rafael foi diferente. Aos 31, eu já fazia terapia, pois queria muito um segundo filho, mas ainda carregava o medo de não ter estabilidade financeira.

Até que uma amiga me disse algo que mudou minha visão: 'Se você sonha em ter um filho, não deixe que nada nem ninguém impeça isso.' Ela havia priorizado o trabalho, perdeu um bebê e levou anos para engravidar novamente. Suas palavras tocaram meu coração. Cheguei em casa e disse ao meu esposo: 'Nós vamos ter nosso segundo filho.' Um mês depois, engravidei do Rafa. Essa gestação marcou o início de um processo de cura interior. A maturidade me fez enxergar os valores que realmente importam. Um ano após o nascimento dele, decidi sair do banco e descobri o coaching. Passei a estudar emoções e encontrei meu propósito: ajudar outras mulheres a construir a riqueza que Deus sonhou pra elas, transformando-as de filhas a herdeiras.


Tranformações

Seis anos depois, eu e meu esposo havíamos planejado uma terceira gestação, mas o medo me paralisou. Deixei que opiniões externas me fizessem adiar esse sonho. Na época, minha carreira estava em ascensão e a agenda estava cheia. Perguntei ao meu marido: 'Vamos ter outro filho agora?', e ele respondeu: 'Cabe na sua agenda?'. Olhei para minha rotina e percebi que não havia espaço, mas nunca perguntei a opinião dele sobre o desejo de ter mais um filho. Anos depois, ele me disse: 'Para mim, um filho sempre caberá na minha agenda.'

Foram anos de cura, ressignificação e enfrentamento de crenças limitantes. Sempre desejei uma nova gestação, mas a idade e a rotina me faziam pensar que o tempo já havia passado. Como mentora de mulheres, trabalhei por anos ajudando outras a equilibrar casamento, carreira e maternidade. Mas, agora, com a chegada do Noah, estou vivendo isso de uma forma completamente nova. Dessa vez, estou me permitindo sentir. Antes, minha rotina profissional me fazia ignorar os sinais do meu corpo.

Hoje, vivo cada momento com consciência — o sono, as mudanças físicas, tudo faz sentido. Sei que o meu corpo está se preparando para gerar. Diferentemente de antes, não estou tentando ser forte o tempo todo. Espiritualmente e emocionalmente, estou muito melhor do que aos 23 ou 31 anos. Não planejei essa gestação, mas Deus já havia preparado tudo. Ele enviou sinais que, no início, eu não compreendia. Hoje, entendo que fui chamada para gerar, e isso me faz viver essa fase com mais leveza, entrega e propósito.

Lidi e o marido — Foto: Reprodução/Instagram


Ressignificando o propósito

Eu trabalho com a internet há muitos anos. Comecei no YouTube, antes mesmo do Instagram, falando sobre restauração de casamentos. Meu canal ainda está lá, com vídeos que alcançaram muitas visualizações. Com o tempo, passei a atender mulheres individualmente, ajudando-as em seus relacionamentos.

Em 2021, durante a pandemia, refiz minha formação em coaching em uma nova instituição. No final desse ano, me tornei franqueada dessa instituição e, rapidamente, fui reconhecida como a número um em atendimentos individuais no Brasil e no mundo. Porém, em 2023, durante uma conferência cristã, Deus falou fortemente ao meu coração: 'Lidi, você está usando a capa de Saúl, mas eu te chamei para ser Davi.' Essa revelação me fez refletir sobre minha atuação dentro da franquia, onde eu só podia vender produtos da própria marca.

Janeiro de 2024 era o momento da renovação da franquia. Eu estava bonificada, no topo, mas em oração, senti Deus me dizendo: 'Não renova.' Obedeci, sem entender completamente o porquê e iniciei um processo de construção do meu próprio método, reunindo toda a minha especialização e experiência. Durante esse período, naturalmente, minha parte financeira sofreu um impacto, pois precisei reduzir os atendimentos para me dedicar a essa nova fase.

Em julho, minha irmã foi a um retiro e voltou com um presente para mim. Ela não sabia o motivo, mas Deus colocou em seu coração que deveria me entregar — era uma boneca. Eu não entendi o significado na hora, mas aceitei. Poucos meses depois, em uma palestra, recebi uma profecia que deu origem a um novo projeto: uma escola de paternidade com um estudo de 12 semanas. Achei que aquele era o propósito revelado por Deus com o presente da minha irmã.


Compartilhando experiências

Em novembro, comecei a sentir dores no seio e, para minha surpresa, descobri que estava grávida. Naquele momento, lembrei imediatamente das palavras da minha irmã: 'Diz para tua irmã que fui eu que mandei esse presente para ela.' Era Deus me dando esse presente. Foi um misto de emoções, pois essa gestação não estava nos meus planos ou agenda. Entrei em um processo de oração para entender o propósito dessa gravidez. Por um tempo, me afastei um pouco da internet. Mas, na sexta-feira passada em um momento de entrega total a Deus, fiz uma oração sincera: 'Senhor, eu sou estrategista, tenho conhecimento, mas eu não quero usar as minhas estratégias. Quero viver o Teu favor.'

Naquela mesma sexta-feira à noite, no hot dog do meu marido e filho, conheci um casal. Compartilhando sobre minha gestação, a mulher me disse que tinha medo de engravidar por estar próxima dos 40 anos. Isso me fez perceber quantas mulheres carregam esse medo. Eu já estava recebendo muitas mensagens de seguidoras dizendo que minha história trouxe esperança. Nesse encontro, o rapaz sugeriu que eu fizesse um diário de grávida. Então, fiz um post de maneira simples, sem nenhuma estratégia elaborada. No sábado, o vídeo começou a ganhar alcance. No domingo, já estava viralizando. E então, entendi — não era sobre mim, era sobre a mensagem que essa gestação carrega. Deus tem um propósito maior. Eu, que sempre trabalhei estrategicamente com a internet, vi um vídeo espontâneo alcançar milhares de pessoas sem nenhuma técnica específica.

Isso me mostrou que minha gestação não é só um momento pessoal, mas um testemunho de fé e esperança para muitas mulheres que sonham em gerar uma vida. Então, compartilhar essa gestação nas redes sociais não foi apenas uma escolha, mas uma missão. É sobre mostrar que o tempo de Deus é perfeito, que sonhos não têm prazo de validade e que a maternidade pode acontecer em qualquer fase da vida, com propósito e amor.


Lidando com as críticas

Desde então, tenho recebido muitos comentários nas redes sociais, especialmente sobre minha idade e cor do meu cabelo, e tenho visto isso como uma oportunidade. As críticas, muitas vezes, são reflexos de um padrão que a sociedade acredita como normal. Entendi que esses comentários são, na verdade, instrumentos que ajudam a levar minha mensagem aonde precisa chegar. É claro que há mensagens que me fazem rir, pois muitos ainda estão presos a padrões de beleza e crenças limitantes. Como especialista em reprogramação de crenças, já fui essa pessoa que criticava o que estava fora do padrão. Hoje, sou uma mãe de 43 anos que optou por deixar os cabelos brancos, buscando liberdade e autenticidade.

Estou ciente de que os haters, de certa forma, são necessários. Eles ajudam a impulsionar a mensagem para que mulheres que perderam a esperança e precisam retornar à sua essência de mulher sejam curadas e libertas, recebam a transformação e renovem a sua mente, conforme Romanos 12:2 nos ensina: 'E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação da vossa mente.'

Hoje pela manhã, li uma mensagem que dizia que ter um filho aos 43 anos significa que eu posso viver pouco e como ficará meu filho? Isso me impactou profundamente de forma positiva, porque Deus me lembrou: 'Não é sobre você, Lidi. É sobre o Noah.' O Noah veio para transformar a geração dele, e a base que vocês estão criando para ele é forte. Ele entenderá que tem um Pai maior e que seus pais são instrumentos de princípios valiosos. Vivemos em uma sociedade onde muitos se tornam órfãos de pais vivos, vivendo um padrão que não nutre suas almas. A falta de presença e conexão emocional gera um vazio que, muitas vezes, é camuflado por aparências. As críticas que recebo não me abalam; pelo contrário, elas me fortalecem e me motivam a criar mais conteúdo sobre cura emocional, reprogramação de crenças e a verdadeira essência da vida.

Ela é mãe de um menino de 13 e outro de 19 — Foto: Reprodução/Instagram

Estou fora do padrão que a sociedade exige, mas estou dentro de princípios regidos pela palavra do Senhor. Faço isso com a intenção de impactar. Quero mostrar que não importa a idade ou as circunstâncias, o que realmente importa é a mensagem que estamos transmitindo e como podemos quebrar esses padrões que limitam a vida. Portanto, minha missão permanece clara: transmitir esperança e libertação por meio da mensagem que carrego, que agora também inclui a história do Noah.


Mensagens para as mulheres

O que eu diria para mulheres que também têm o desejo de engravidar? Se você está na faixa dos +40 anos e sonha em ser mãe, saiba que seu desejo é profundo e verdadeiro. É natural sentir uma mistura de esperança, ansiedade e até medo diante desse sonho. A sociedade, muitas vezes, coloca pressão sobre nós, fazendo-nos questionar se ainda é possível. No entanto, lembre-se de que Deus tem um plano para cada uma de nós, e Ele conhece seu coração e suas aspirações.

Nesse processo, não ignore suas emoções. É fundamental buscar ajuda emocional para navegar por esse caminho. Converse com amigas, terapeutas ou grupos de apoio. A partilha de experiências pode trazer alívio e compreensão, além de fortalecer a fé. A reprogramação de crenças limitantes é uma parte crucial desse processo. Muitas vezes, carregamos padrões que nos dizem que não somos capazes ou que é tarde demais. Desafie essas crenças e busque transformá-las.

Confie que Deus está com você em cada passo dessa jornada. Seu tempo é perfeito, e Seu plano é maior do que podemos imaginar. A maternidade é um presente que pode chegar de maneiras inesperadas e em momentos surpreendentes. Esteja aberta às possibilidades e mantenha a fé de que o que está por vir será extraordinário. Você é capaz e merece viver esse sonho."

Fonte: Revista Crescer




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