Último paradeiro descoberto de jornalista britânica sumida foi o Morro da Babilônia, diz polícia


Charlotte Alice Peet, de 32 anos, é procurada pela polícia após amiga registrar desaparecimento. Polícia Civil do RJ acredita se tratar de um 'desaparecimento voluntário'. Investigadores têm rastreado o celular da estrangeira.

Charlotte Alice Peet na Rua Gustavo Sampaio, no Leme, no dia 15 de fevereiro — Foto: Reprodução

O último paradeiro da jornalista britânica Charlotte Alice Peet, que, segundo uma amiga está desaparecida desde o dia 8 de fevereiro, foi o entorno do Morro da Babilônia, na Zona Sul do Rio, informou ao g1 a Delegacia de Descoberta de Paradeiros do Rio de Janeiro (DDPA), que assumiu a investigação depois que a estrangeira deixou São Paulo de ônibus.

As informações sobre o paradeiro são coletadas a partir do rastreamento do celular da britânica.

"A principal linha de investigação é desaparecimento voluntário. Nós temos dois números de telefone dela. No número inglês, ela recebe mensagens e ligações. O número do DDD brasileiro, de São Paulo, está programado para não receber ligações", explicou a delegada Elen Souto.

Para a polícia, a principal hipótese é que Charlotte não quer manter contato com familiares e amigos.

A polícia diz que a britânica chegou ao Rio no dia 8 de fevereiro à noite e se hospedou em um hostel em Copacabana, onde ficou até o dia 17. De lá, seguiu para outro hostel, dessa vez em Botafogo, onde permaneceu até o dia 24.

Desde então, segundo a polícia, tem peregrinado pelo Rio.

“Nós já enviamos as imagens dela, do desembarque e em pontos do Rio, para o Programa de Reconhecimento Facial de Pessoas Desaparecidas, que é uma pareceria da Polícia Civil com a Polícia Militar”, disse Ellen ao g1.

O g1 teve acesso a uma imagem que mostra a britânica dentro de um ônibus a caminho do Rio. Segundo a polícia, após descer na Rodoviária Novo Rio, ela passou a perambular pela Zona Sul. Em pelo menos dois dias, ela esteve em bares em Copacabana e no Leme.


Embarque para o Rio

Investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo apontaram que a jornalista britânica embarcou em um ônibus no Terminal Rodoviário do Tietê, na capital paulista, com destino ao Rio de Janeiro.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a investigação teve apoio do Consulado Britânico e da Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard).


Amiga informou desaparecimento

Charlotte tem 32 anos e já trabalhou como freelancer para veículos internacionais como Al Jazeera, The Telegraph, The Evening Standard, The Times e The Independent.

O desaparecimento foi registrado por uma amiga dela na Delegacia de Atendimento ao Turista do Rio de Janeiro no dia 17 de fevereiro, mas o caso foi encaminhado a São Paulo, último local onde até então a britânica mencionou estar.

A amiga da jornalista mora no Rio e relatou à polícia que conheceu Charlotte há 2 anos, quando ela veio morar e trabalhar no Brasil. Após uma temporada, a britânica retornou para Londres e, em novembro de 2024, se mudou novamente para o Brasil.

As duas chegaram a se encontrar depois disso em Santa Teresa, região central do Rio.

No dia 8 de fevereiro deste ano, a jornalista enviou mensagem à amiga dizendo que estava em São Paulo, que seguiria para o Rio e estava procurando local para ficar.

A amiga disse que afirmou estar impossibilitada de fornecer ajuda nisso e não falou mais com Charlotte. No boletim não consta onde a jornalista estava morando.

Ainda de acordo com o registro, a amiga afirmou que, dias depois de falar com Charlotte, a família da britânica informou que ela não dera mais notícias.

Após o registro na Deat, as delegadas Patrícia da Costa Araújo de Alemany e Danielle Bullus Araújo determinaram que o caso fosse encaminhado para São Paulo.

Procurada pela reportagem, a representação diplomática do Reino Unido respondeu que tem apoiado a família de Charlotte e está em contato com as autoridades brasileiras.

A Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE) publicou uma nota em suas redes sociais pedindo que as autoridades intensifiquem as buscas pela jornalista.


Fonte: G1 RJ



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